Ao propagar violentamente a decisão monocrática de uma juíza de primeira instância do interior do estado que declarou a inelegibilidade do Governador Flávio Dino (PCdoB), o Sistema de Comunicação Mirante, do qual a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) é sócia, e o clã Sarney é proprietário, traz desequilibro para às Eleições de 2018, pois implanta no estado de forma perigosa a narrativa de que o governador, candidato a reeleição, e até aqui franco favorito, está fora da disputa eleitoral deste ano, criando um clima amplamente favorável a Roseana, que nesse ano tenta voltar ao Palácio do Leões.
Com isso, eleitores com um grau menor de instrução, e pessoas que não tem tanta afinidade com os meios digitais, tendem a acreditar inocentemente que a tese veiculada pela ex-governadora e seu poderoso conglomerado de mídia, está correta. Principalmente se levarmos em consideração que ao transmitir o fato, o grupo Mirante, não se sabe se por má fé, não detalha que a decisão ainda não produz efeitos, pois carece de uma confirmação de órgão colegiado da Justiça Eleitoral, no caso Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ou Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
| Grupo Mirante tem propagada suposta inelegibilidade sem fazer os devidos esclarecimentos |
Dessa forma, agindo através dos meios de comunicação controlados pelo grupo Sarney, Roseana Sarney vai criando um clima animosidade que pode facilmente torna-se favorável a ela, e sua candidatura, e o que é pior, gerando grande e perigoso desequilibro na disputa eleitoral.
Basta recordamos do fatídico caso “Regis Pacheco”, para sabermos que os danos provocados podem ser irreversíveis junto à opinião pública. Afinal, em 1994, quando o então candidato a governador Epitácio Cafeteira trouxe a verdade à tona, os danos já haviam sido tamanhos, que a derrota no pleito foi apenas questão de tempo.
A Justiça Eleitoral precisa ficar atenta a essa postura do Grupo Mirante, pois fere gravemente a democracia, uma vez que age tendenciosamente afim de alcançar objetivos e metas traçadas por seus donos, mergulhando o Maranhão em grande insegurança, colocando em cheque a lisura do pleito eleitoral.
Justiça precisa agir de forma a impedir desequilíbrios, garantindo a normalidade e segurança das eleições.
Voltamos a qualquer momento com mais informações

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