Prefeito mata PM a tiros e ainda some: quem tem amigos, tem tudo



Maranhão é isso aí: um prefeito mata um policial com CINCO tiros durante uma vaquejada, desaparece no mundo, e passadas mais de 12 horas o delegado ainda está “analisando” se pede ou não a prisão preventiva. Alguém espantado?

O protagonista desse episódio é João Vitor Xavier (PDT), 27 anos, prefeito de Igarapé Grande e sobrinho de Erlanio Xavier, ex-prefeito da cidade e atual pré-candidato a deputado federal. Erlanio, que por sua vez é o braço direito do senador Weverton Rocha — aquele que jura amor ao Maranhão em cruzeiros de alto mar, na companhia de agentes do tigrinho, enquanto ajuda a aumentar a conta de luz do maranhense.

Nos bastidores, o comentário é que, em São Luís, tem gente “graúda” ligando pra Deus e o mundo para impedir a prisão de João Vitor. Curioso, né? Mesmo com testemunhas dizendo que o prefeito sacou a arma e disparou CINCO VEZES contra o PM Geidson Thiago, e ainda fugiu do local, até agora nada de pedido de prisão preventiva. Nenhuma atitude, nenhuma condução coercitiva, nadica de nada. O silêncio conveniente.

Um PM morto, um prefeito foragido e um silêncio ensurdecedor

Enquanto a família do policial chora e a população se indigna, os bastidores em São Luís fervem: tem gente “grande” articulando para João Vitor ser apenas “ouvido” na capital e liberado, voltando a Igarapé Grande como se nada tivesse acontecido. Quer apostar quanto que “vão dizer” que foi legítima defesa, mesmo sem o PM ter atirado?

O Maranhão já viu muito, mas nada como um prefeito atirando em policial e, no dia seguinte, todo mundo falando baixinho, com medo de desagradar os padrinhos políticos. Porque, convenhamos, quem tem amigos, tem tudo. O resto que se lasque.

Sem ilusões: o desfecho a gente já sabe

A verdade é que, se fosse um Zé Ninguém que tivesse matado um policial, já estaria preso, algemado, sem direito a habeas corpus e estampado nos grupos de WhatsApp com a cabeça inchada. Mas como é o “sobrinho de Erlanio”, “afilhado de Weverton”, vão empurrar, postergar, inventar, articular.

O processo vai rolar, o tempo vai passar, João Vitor vai responder em liberdade, e a conclusão a gente nem precisa esperar muito: no Maranhão, cadeia é só pra quem não tem padrinho.

Enquanto isso, a família do PM Geidson chora, e a população, mais uma vez, engole a seco.


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