Discretamente, como quem não quer chamar atenção e deixar o assunto morrer, a Prefeitura de Duque Bacelar soltou uma notinha sobre a fraude no Bolsa Família que acontece dentro da Secretaria Municipal de Assistência Social, cujo comando, por pura coincidência, é da esposa do prefeito. No papel, Flávio Furtado tenta dar uma de João Sem Braço e diz que a responsabilidade de fiscalizar é só de Brasília. Ah tá! Mente-se na cara dura: o decreto novo (12.064/24) manda o município checar, visitar, revisar. A portaria (864/23) obriga averiguação. Mas a prefeitura preferiu a versão “digita e esquece”, segundo o prefeito.
E o melhor episódio do papel: “Recebe desde 2013”. Ué, e quem era prefeito e quem era secretária quando, em agosto de 2025, atualizaram o cadastro presencialmente? O Lula? Mais saboroso ainda: na própria publicação que mirou a esposa do vereador, o documento exibido foi um extrato do sistema, acesso exclusivo da Secretaria de Assistência Social. Prova clara de que sempre souberam da irregularidade, mas só resolveram “descobrir” quando Betim brigou com o prefeito.
A nota não inocenta, só complica. Quanto mais Flávio Furtado tenta se esquivar, mais parece que o cadastro único virou cadastro político. Enquanto isso, mais de 100 famílias de Duque Bacelar seguem na fila, esperando a secretaria validar seus dados pra começar a receber o benefício.
Afinal, é Leão ou Avestruz?

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