Reportagem da Folha de São Paulo deixa explícito o que já vinha sendo especulado em em São Luís: o PT nacional quer reeleger Lula e, para isso, adotou uma estratégia de contenção nos estados. O comando do partido é direto. Baixar a fervura, evitar rupturas prematuras e impedir qualquer movimento que facilite a eleição de Governadores e Senadores da direita em 2026.
O cálculo é simples. O PT precisa eleger o máximo possível de senadores e deputados federais. Senadores porque a convivência é mais estável, sem as tensões da Câmara, e porque a interlocução com Lula flui com mais previsibilidade. E deputados porque ampliam o fundo partidário, ampliam o tempo de TV e fortalecem a governabilidade.
Por isso, o GTE, liderado por José Guimarães, foi criado para garantir palanques amplos e coordenados. Em cada estado, a meta é ter pelo menos um senador do PT e outro de um partido aliado, além de eleger ao menos um deputado federal por unidade da federação. Nada pode atrapalhar essa engenharia.
No Maranhão, essa lógica preserva a relação com Carlos Brandão. Com Orleans já acima dos 20% e Felipe Camarão abaixo de 5%, não há motivo para o PT tensionar agora. O partido precisa de estabilidade, não de disputas internas. A mensagem é clara: primeiro Lula, depois Senado, depois Câmara. O resto se acomoda.
Segue o baile!

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