
Weverton Rocha com o prefeito de Duque Bacelar, Flávio Furtado
Brasília amanheceu movimentada hoje. Não foi por causa do cafezinho do Congresso, nem soluço na Papuda… mas porque a Polícia Federal resolveu bater à porta do senador Weverton Rocha e de Adroaldo da Cunha Portal. Ambos investigados pela farra dos descontos ilegais no INSS… aquela em que aposentado perde dinheiro enquanto gente graúda engordava patrimônio.
Coincidência ou não, o nome de Weverton já vinha circulando nos bastidores por causa de uma fazenda de mais de R$ 15 milhões no Maranhão. A compra foi feita pela DJ Agropecuária, empresa da família do senador, onde ele tem 20% das cotas. Até aí, tudo certo. Quem nunca comprou uma terrinha no interior por R$ 15 milhões?
O detalhe curioso chamou atenção da Polícia Federal. Quem administra a DJ Agropecuária? Rodrigo Martins Corrêa. E quem é Rodrigo? O mesmo contador das empresas de Antônio Carlos Camilo Antunes, o já famoso “Careca do INSS”, personagem principal na investigação dos bilhões arrancados de aposentados Brasil afora. Mas deve ser só amizade profissional. Contador gosta mesmo é de variedade.
E não para por aí. Weverton Rocha também virou figurinha carimbada numa aeronave Beechcraft King Air F90, prefixo PT-LPL, avaliada em módicos R$ 2,8 milhões. O avião não é dele. É de Erik Marinho, advogado de quem? Do próprio Careca do INSS, no Supremo Tribunal Federal. Segundo a Polícia Federal, o senador foi flagrado desembarcando desse jatinho em Brasília, vindo do Maranhão. Uber aéreo entre amigos, talvez.
Mas o coração da história, o recheio do pastel, atende pelo nome de Adroaldo da Cunha Portal.
Adroaldo não é técnico do INSS. Não é servidor de carreira. Não veio dos quadros da Previdência. É jornalista e operador político, com currículo respeitável como Chefe de Gabinete de Weverton Rocha na liderança do PDT, tanto na Câmara quanto no Senado.
Com vasta experiência no gabinete do Senador, foi alçado ao cargo de Secretário-Executivo do Ministério da Previdência Social. Traduzindo: o número dois da pasta, logo abaixo do ministro. Ou seja, a chave do cofre passou pela mão de quem veio direto do gabinete de Weverton. Deve ter sido mérito técnico… técnico em articulação política.
Diante tanta coincidência, fica a dúvida que não quer calar, cabe destacar, estou apenas perguntando:
👉 A fazenda de R$ 15 milhões foi paga com dinheiro limpo ou tem algo da “farra do INSS” fertilizando esse pasto?
Não estou acusando ninguém longe de mim. Mas perguntar não ofende!
Agora, a bola está com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Eles devem tirar essas e outras dúvidas pelo caminho!
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